Uma mulher que trabalha como empregada doméstica há mais de 20 anos numa residência denuncia que os seus patrões se recusam a devolver um empréstimo no valor de 90 mil meticais, contraído em 2020, durante o período crítico da pandemia da Covid-19.
Segundo o relato da vítima, o valor emprestado resultou de anos de sacrifício, poupados a partir de um salário mensal de 4.000 meticais, com o objetivo de comprar um terreno e construir uma pequena casa para si e para os seus filhos. No auge da pandemia, os patrões teriam solicitado o dinheiro emprestado, comprometendo-se a devolver o montante posteriormente.
No entanto, passados vários anos, a empregada afirma que, sempre que exige a restituição do valor, os patrões não demonstram qualquer interesse em pagar, situação que a deixou profundamente abalada e sem meios para concretizar o seu sonho de habitação própria.
O caso está a gerar indignação pública, levantando debates sobre exploração laboral, abuso de confiança e injustiça social, sobretudo contra trabalhadores domésticos, considerados um dos grupos mais vulneráveis.
A história será abordada em detalhe às 14h30, num espaço dedicado a assuntos sociais, com o objectivo de dar voz à vítima e sensibilizar as autoridades e a sociedade para este tipo de situações. Clique e acompanha na fonte...
