CICLONE ÉTICO NA LAM: MINISTRO MATLOMBE ANUNCIA NOVAS DETENÇÕES E PROMETE “LIMPEZA PROFUNDA” ATÉ 2032


O escândalo que abala as Linhas Aéreas de Moçambique ganhou novos contornos e já é descrito por analistas como um verdadeiro “ciclone ético” dentro de uma das mais estratégicas empresas públicas do País. 

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, confirmou que a onda de detenções está longe do fim e garantiu que o processo de responsabilização irá atingir todos os envolvidos, direta ou indiretamente, no esquema que terá lesado o Estado.

A posição do governante surge na sequência de uma auditoria forense realizada em 2025, cujos resultados expõem um cenário considerado “devastador”: a companhia de bandeira terá sido usada durante anos como plataforma de enriquecimento ilícito, através de práticas sistemáticas de desvio de fundos e má gestão.

A recente detenção do ex-diretor-geral João Carlos Pó Jorge marcou um ponto de viragem num processo que durante anos parecia intocável. Juntam-se a ele outros quadros seniores, como Hilário Tembe e Eugénio Mulungo, todos indiciados por crimes ligados à gestão danosa e práticas corruptas.

Segundo o ministro, não se trata de casos isolados, mas de um “sistema organizado” que operava com base na conivência interna e na ausência de mecanismos eficazes de controlo. “Estamos a cortar pela raiz”, afirmou, sinalizando o fim de um ciclo de impunidade.

A resposta do Estado passa por um plano de reestruturação liderado pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado, que se estende até 2032. De acordo com o administrador-executivo Raimundo Matule, o processo será dividido em três fases: saneamento, estabilização e expansão.

Entre as medidas previstas estão a limpeza de quadros envolvidos em corrupção, a reorganização financeira e a procura de um parceiro estratégico internacional que devolva competitividade à companhia

O aviso do ministro é inequívoco: o foco das investigações será agora alargado às empresas que beneficiaram indevidamente de fundos públicos. A intenção é recuperar parte dos valores desviados e responsabilizar todos os envolvidos no circuito financeiro paralelo. Clique e acompanha na fonte...

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