Uma história digna de novela mexicana ocorreu na Cidade de Maputo, no início do mês de Março. Tudo começou quando uma jovem, que vivia maritalmente com o seu esposo, um militar, engravidou. Pouco tempo depois, perdeu o bebé de forma prematura. Sem conseguir lidar com o luto, decidiu viajar para a sua terra natal, em Inhambane.
Meses mais tarde, informou o esposo de que teria voltado a engravidar. Enviou fotografias, apresentou supostas testemunhas e sustentou a versão ao longo de 2024. Já em 2025, comunicou que teria dado à luz. Durante todo esse período, o militar continuou a enviar apoio financeiro, acreditando estar a preparar-se para ser pai.
No início de 2026, a jovem regressou a Maputo com uma criança de aproximadamente um ano de idade. Apresentou o bebé à família e chegou mesmo a atribuir-lhe o nome de Ivan.
Entretanto, a história começou a levantar suspeitas. A criança era do sexo feminino e não masculino, como havia sido anunciado anteriormente. Além disso, as características físicas não coincidiam com as expectativas da família.
Após cerca de dez dias de dúvidas e contradições, o caso chegou ao conhecimento do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que iniciou diligências. As investigações indicaram que a jovem não teria engravidado. Para sustentar a mentira, terá recorrido ao rapto de uma criança de um ano, na Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo.
A suspeita acabou por ser localizada e detida pelas autoridades.
Confrontado com os factos, o militar declarou que não há possibilidade de reconciliação. “Não há como haver mais amor entre nós. Ela mentiu, e mentiu gravemente”, afirmou.
Agora, além do processo criminal que se segue, o militar terá igualmente de esclarecer a sua posição junto das autoridades. Em casa, lamenta os investimentos feitos no enxoval, na compra de fraldas, leite e outros bens para o suposto filho, que terão de ser doados. Clique e acompanha na fonte...
