PARECE QUE NÃO HÁ VOLTA, OSSUFO MOMADE PODERÁ ABANDONAR A PRESIDÊNCIA DA RENAMO ESTE ANO


Mas quem será o sucessor de Ossufo Momade, no partido RENAMO que faça um frente a frente nas eleições de 2030? Para muitos, responder essa questão parte do pressuposto de compreender qual membro da “perdiz” actualmente mobiliza as massas.

Sondagens iniciais apontam nomes como António Muchanga, Ivone Soares e Manuel de Araújo como possíveis sucessores.

Entre o legado da paz e uma crescente crise interna, Ossufo Momade atravessa o momento mais delicado desde que assumiu a liderança da RENAMO, após a morte de Afonso Dhlakama, em 2018. 

Antigo comandante guerrilheiro e figura-chave no Acordo de Paz e Reconciliação de Maputo, Momade consolidou a sua imagem como homem de transição, apostando na desmilitarização do braço armado do partido um processo que trouxe estabilidade ao país, mas abriu feridas profundas dentro da própria organização.

Deputado por Nampula desde 1999 e antigo secretário-geral, Momade foi eleito presidente da RENAMO em 2019 e reconduzido em 2024. Contudo, a sua liderança tem sido marcada por contestação crescente. 

A chamada “Junta Militar” e alas críticas do partido acusam-no de fragilizar a essência combativa da oposição, enquanto decisões judiciais recentes vieram expor fragilidades na gestão interna.

Nos bastidores, cresce a percepção de que a sua saída poderá ser inevitável ainda este ano, num contexto de pressão política, judicial e popular. A eventual sucessão promete abrir uma nova frente de disputa dentro da RENAMO, num momento em que o partido luta para recuperar relevância e reorganizar-se face ao domínio da FRELIMO. Clique e acompanha na fonte...

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