DigitPress

SOBRE A MOZAL GOVERNO ADMITE: “A INFRAESTRUTURA PERMANECE, MAS O NOME NÃO. NO FUTURO PODE HAVER OUTRA INDÚSTRIA ALI — E ISSO SERIA BOM."


A poucos dias da suspensão total das actividades da Mozal, o Governo moçambicano veio a público reagir à decisão que está a agitar o sector industrial e a gerar fortes preocupações económicas. 

O Executivo reconhece o impacto da paralisação da maior fundição de alumínio do País, mas admite que o futuro do complexo poderá passar por um novo operador.

Falando sobre o assunto, o Governo sublinhou que a continuidade ou não da actividade industrial depende, em grande medida, das decisões da própria empresa. Ainda assim, deixou claro que teria preferido a manutenção das operações.

Apesar da suspensão anunciada, o Executivo considera que o gigantesco complexo industrial instalado na zona de Beluluane não deverá permanecer inactivo por muito tempo. 

“Certamente deixar a Mozal parada, aquele monstro industrial, não é o que o Governo quer”, referiu uma o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, deixando em aberto a possibilidade de uma transferência de participações ou mesmo da entrada de uma nova empresa para assumir o projecto.

Na prática, o Governo admite que a infraestrutura estratégica pode sobreviver mesmo que a marca actual desapareça. 

“A infraestrutura permanece, mas o nome pode não. No futuro poderá haver uma nova indústria ali, e isso seria bom”, acrescentou a mesma fonte.

A declaração surge num momento de elevada tensão económica, uma vez que a paralisação da Mozal levanta sérias dúvidas sobre o impacto no emprego, nas exportações e na arrecadação de receitas fiscais. 

Especialistas alertam que qualquer período prolongado de inactividade poderá afectar toda a cadeia económica ligada à indústria do alumínio no país. Clique e acompanha na fonte...

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem