O partido ANAMOLA volta a enfrentar um clima de tensão interna, com acusações de desorganização e conflitos entre membros, particularmente na província de Sofala.
No centro da polémica está Cláudio Jorge Mapulango, coordenador do partido na província, que tem sido alvo de críticas de alguns membros. Apesar das contestações internas, Mapulango é apontado por alguns militantes como sendo um dos dirigentes próximos do chamado “Boss dos Naparamas”.
Segundo informações internas, o Conselho de Jurisdição Nacional do partido instaurou o Processo n.º 06/CJN/SOF/2025, após uma denúncia apresentada por Mapulango contra alguns membros da formação política, acusados de alegadas condutas consideradas graves.
Entre as acusações constam participação ilegal em actos eleitorais, alegado fornecimento de bebidas alcoólicas a jovens para incitar à desordem e a realização de uma conferência de imprensa considerada difamatória para com dirigentes e para a imagem do partido.
Na sequência do processo, foram suspensos preventivamente por um período de até 90 dias os membros Lucas Tomás Caetano Bonze, Joaquim Binda Franque, Armando Jó Buezane e Luís Fernando Tunga, ficando proibidos de participar em actividades partidárias ou de fazer declarações públicas sobre o caso.
De acordo com o Conselho de Jurisdição, a medida visa evitar o agravamento das tensões internas no distrito de Dondo e preservar a imagem do partido enquanto decorre o processo disciplinar.
Entretanto, alguns sectores dentro do ANAMOLA consideram que as suspensões podem estar a ser utilizadas para silenciar vozes críticas dentro da organização. O caso volta a expor divisões internas no partido, que continuam a gerar debate entre membros e observadores da cena política moçambicana. 📰 Clique e acompanha na fonte...
