A libertação do empresário luso-moçambicano Francisco Serra, esta quarta-feira, depois de mais de cinco meses em cativeiro, está a reacender um dos debates mais incómodos sobre a segurança em Moçambique: a persistência de redes de raptos que continuam a actuar na capital com níveis preocupantes de organização.
Serra foi raptado na manhã de 7 de Outubro de 2025, quando chegava ao seu estabelecimento comercial na Avenida Zedequias Manganhela, na baixa da cidade de Maputo.
Testemunhas contaram que homens armados abordaram a vítima de forma repentina, agrediram o segurança da empresa e, em poucos instantes, obrigaram o empresário a entrar numa viatura que abandonou o local rapidamente.
Debde então, o caso mergulhou num período prolongado de silêncio público, alimentando especulações sobre negociações, pedidos de resgate e possíveis ligações a redes criminosas especializadas em sequestros de empresários. Durante esse período, a família chegou a solicitar o envolvimento das autoridades portuguesas no acompanhamento da investigação.
Cinco meses depois, o empresário reaparece em liberdade, mas com sinais de saúde fragilizada, encontrando-se actualmente a recuperar junto de familiares, segundo informações disponibilizadas á RTP.
Contudo, as circunstâncias da libertação permanecem desconhecidas, tal como os detalhes sobre o local de cativeiro e os eventuais responsáveis pelo crime.
O episódio volta a expor um padrão que tem marcado vários raptos registados em Maputo nos últimos anos: libertações silenciosas, processos pouco esclarecidos e investigações que raramente resultam em responsabilizações públicas claras. Clique e acompanha na fonte...
