A recente reforma assinada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no início de abril de 2026, voltou a acender debates sobre a gestão do dinheiro público em Moçambique.
A medida garante 600 mil meticais mensais a cada ex-Presidente, mas o custo total para o Estado dispara para 15 milhões de meticais por mês, ou seja, 180 milhões de meticais anuais, incluindo viaturas de luxo, passagens aéreas em classe executiva para familiares e apoio habitacional completo.
A decisão beneficia diretamente Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi. A discrepância entre o vencimento de cada ex-Presidente e o custo global do pacote de 600 mil MT individuais vs 15 milhões MT para o Estado tem sido um dos pontos mais controversos, suscitando debate sobre transparência e prioridade na alocação de recursos públicos.
Enquanto a reforma foi oficializada através de decretos e regulamentos da Função Pública e do Estatuto dos Antigos Dirigentes, académicos, exigem uma explicação detalhada sobre o cálculo dos custos e a real necessidade de tais regalias, sobretudo num contexto de dificuldades socioeconómicas que afetam milhares de moçambicanos. Clique e acompanha mais...
