A medida surge num contexto eleitoral sensível, sendo interpretada por alguns sectores como uma tentativa de evitar o debate sobre questões consideradas críticas para a transparência do processo, nomeadamente a regulamentação do voto por procuração, frequentemente associada a controvérsias em eleições internas da Ordem.
Segundo o comunicado oficial, o adiamento foi decidido após uma reunião com a Comissão Eleitoral e candidatos, tendo em conta preocupações relacionadas com a participação de membros em funções em actividades institucionais durante o período eleitoral. Em causa está, sobretudo, a candidatura de uma integrante do actual Conselho Nacional, apontada como potencial beneficiária de exposição institucional.
Entretanto, outros candidatos vieram a público distanciar-se da decisão, defendendo que teria sido mais adequado suspender temporariamente funções de membros candidatos, como forma de garantir igualdade de oportunidades e reforçar a imparcialidade do processo.
Analistas consideram que o adiamento da Assembleia Geral não resolve as preocupações centrais relacionadas com a equidade eleitoral, podendo, pelo contrário, aumentar a percepção de falta de transparência dentro da instituição.
O caso reacende o debate sobre ética, integridade e boas práticas na condução de processos eleitorais em organizações profissionais, num momento em que se espera da OAM um papel exemplar na defesa do Estado de Direito.
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