Uma mulher foi detida pelas autoridades por administrar, desde o mês de Dezembro, uma unidade de saúde não registada, onde prestava atendimento médico à comunidade de forma irregular. Segundo informações apuradas, a unidade funcionava diariamente, desde o período da manhã até à meia-noite, atendendo dezenas de pessoas.
Entre os serviços prestados, destacava-se a assistência a mulheres grávidas, tendo sido realizados mais de 320 partos sob a sua orientação.
A actividade, apesar de reconhecida por muitos como um gesto de ajuda à comunidade, não estava autorizada pelas autoridades de saúde, o que motivou a sua detenção.
As autoridades explicam que a legislação em vigor proíbe o funcionamento de unidades hospitalares sem licenciamento, por razões ligadas à segurança dos pacientes, condições sanitárias e controlo clínico. O caso está agora sob apreciação legal para o devido enquadramento jurídico.
Entretanto, o episódio tem gerado debate público, com alguns sectores da sociedade a defenderem que a mulher seja avaliada tecnicamente e integrada no sistema nacional de saúde, caso reúna competências, enquanto outros sublinham a necessidade do cumprimento rigoroso da lei para salvaguardar vidas humanas.
As autoridades de saúde ainda não se pronunciaram oficialmente sobre possíveis medidas alternativas, limitando-se a afirmar que o processo segue os trâmites legais. Clique e acompanha na fonte...
