O Conselho Municipal de Maputo endureceu o discurso e lançou um ultimato às famílias estrangeiras que ocupam, segundo a edilidade, de forma ilegal o Condomínio Municipal do Zimpeto, no Distrito KaMubukwana. A mensagem é clara: ou abandonam voluntariamente as residências ou enfrentarão despejo coercivo.
Em comunicado divulgado esta semana, o Município afirma que o processo de desocupação está em curso e que os ocupantes já foram notificados por três vezes, tendo a última ordem de despejo sido emitida em Julho de 2025. A autarquia sustenta que houve tempo suficiente para o cumprimento voluntário, garantindo que todo o procedimento foi conduzido “com sentido humano e respeito pela dignidade das pessoas”.
Contudo, o tom do apelo transformou-se agora num aviso directo. Fontes ligadas ao processo indicam que, caso haja resistência, as autoridades poderão avançar para medidas coercivas, nos termos da lei. A possibilidade de intervenção para retirada forçada dos ocupantes levanta receios de tensão no local.
O caso está a gerar forte debate público. De um lado, há quem defenda que o Município deve fazer cumprir a legalidade e proteger o património público. Do outro, vozes críticas questionam o momento e a forma do ultimato, alertando para o impacto social da medida, sobretudo tratando-se, na sua maioria, de cidadãos estrangeiros em situação de vulnerabilidade.
Enquanto o impasse se adensa, o Condomínio Municipal do Zimpeto tornou-se palco de uma disputa que vai além das paredes das residências: trata-se de um confronto entre legalidade e sensibilidade social, autoridade e inclusão.
Para já, o Município mantém a posição: a desocupação é irreversível. Resta saber se haverá saída pacífica ou se o ultimato abrirá caminho para um despejo que poderá marcar a agenda política e social da capital nos próximos dias. Clique e acompanha na fonte ...

