A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, na província de Nampula, dois indivíduos suspeitos de integrarem uma rede criminosa dedicada à burla e falsificação de documentos através da emissão de cheques sem provisão.
Segundo a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chauque, o grupo utilizava cheques sem cobertura financeira para realizar transações comerciais de grande valor, lesando diversos empresários da região norte do país.
A mais recente vítima do esquema é um comerciante da província do Niassa. De acordo com a polícia, os suspeitos simularam a compra de cerca de 800 sacos de milho, numa transação avaliada em aproximadamente dois milhões de meticais, tendo efetuado o pagamento com um cheque que não possuía fundos.
Durante a apresentação pública, um dos detidos negou participação direta no planeamento do crime, alegando que apenas recebeu o camião que transportava o milho e que desconhecia a origem fraudulenta da mercadoria.
Na mesma ocasião, a PRM apresentou o balanço de outras operações realizadas recentemente em Nampula, que resultaram em ações de combate à venda e consumo de estupefacientes, práticas ilegais de jogos de azar e casos de perturbação da ordem pública registados no distrito de Monapo, supostamente envolvendo membros do partido ANAMOLA.
Perante estes casos, as autoridades apelam aos agentes económicos para que confirmem a autenticidade de cheques e outros títulos de crédito junto das instituições bancárias antes de efetuarem a entrega de mercadorias, como forma de evitar prejuízos financeiros. 📰 Clique e acompanha na fonte...
