O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, volta a enfrentar o risco de ser afastado do cargo após uma decisão histórica do Tribunal Constitucional.
A justiça anulou a votação parlamentar de 2022 que tinha bloqueado o processo de destituição no âmbito do caso "Phala Phala", relacionado com o roubo de elevadas quantias de dinheiro não declarado na propriedade do Chefe de Estado.
Com esta decisão, o Parlamento é obrigado a retomar a investigação sobre a conduta de Ramaphosa, num momento em que o ANC já não possui maioria absoluta para travar o processo.
A crise política centra-se na origem de milhares de dólares encontrados escondidos num sofá na fazenda privada do Presidente. Embora Ramaphosa alegue que os valores resultaram da venda de búfalos, a oposição, partido Economic Freedom Fighters (EFF), conseguiu provar em tribunal que a votação que o salvou no passado foi ilegal.
Este novo cenário coloca o Governo de coligação sob forte pressão e obriga os deputados a decidirem se existem provas suficientes para avançar com o impeachment do líder sul-africano. Clique e acompanha mais...
