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Músicos de tete contestam decisão da ammo e defendem legitimidade das eleições provinciais



Um grupo de músicos, compositores, intérpretes e agentes culturais da província de Tete manifestou preocupação e indignação face à decisão do Secretariado Nacional da Associação dos Músicos Moçambicanos (AMMO) de não reconhecer como legítimas as eleições dos órgãos sociais da delegação provincial, realizadas no passado dia 2 de Maio de 2026.

A reação surge após uma comunicação oficial emitida em Maputo, na qual a direção nacional da AMMO declarou inválido o processo eleitoral em Tete, alegando irregularidades na apresentação das candidaturas e na composição das estruturas anunciadas após o escrutínio.

Segundo o Secretariado Nacional, as candidaturas deveriam ter sido organizadas em listas completas, conforme os estatutos da associação. Contudo, o processo teria sido conduzido através de candidaturas individuais, situação que, segundo a organização, compromete a legitimidade das eleições.

Outro ponto levantado está relacionado à atuação do músico Rosário Seda, apontado como vencedor do processo eleitoral. A direção da AMMO considera inadequada a sua postura pública antes da confirmação formal da eleição pelo Secretário-Geral, além de questionar a divulgação de estruturas e cargos não previstos nos regulamentos da associação.

Perante as alegações, o Secretariado Nacional decidiu não reconhecer os resultados e orientou a realização de novas eleições, após um período de gestão interina supervisionado pela direção nacional.

Entretanto, músicos da província de Tete saíram em defesa da legitimidade do processo eleitoral e da vitória de Rosário Seda. Em carta dirigida à direção nacional da AMMO, os artistas afirmam que as eleições decorreram num ambiente pacífico, democrático e participativo, refletindo a vontade legítima da classe artística local.

Os signatários defendem ainda que as irregularidades apontadas deveriam ter sido resolvidas antes da votação e alertam que a não aceitação dos resultados pode comprometer a confiança dos membros na associação.

Os músicos apelam agora ao diálogo institucional e à revisão da decisão tomada pelo Secretariado Nacional, defendendo uma solução equilibrada, transparente e inclusiva para preservar a unidade da classe artística em Tete. Clique e acompanha mais...

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